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Watermark Ready

Como colocar marca de água num vídeo sem perder qualidade

Qualquer marca de água que faça parte da imagem obriga a codificar o vídeo de novo, e cada codificação perde um pouco. Com as definições certas, essa perda é pequena demais para se notar, e as secções abaixo explicam o que escolher e o que evitar.

Atualizado a · 7 min de leitura

Um vídeo no editor, pronto a exportar

Porque é que uma marca de água obriga a recodificar

Os ficheiros de vídeo não guardam cada fotograma como uma imagem completa. Guardam alguns fotogramas por inteiro e os restantes como alterações em relação aos fotogramas vizinhos, comprimidos com um codec como o H.264 ou o H.265. Para pôr uma marca na imagem, cada fotograma tem de ser descodificado, desenhado e comprimido de novo.

Cada compressão deita fora algum pormenor, e é por isso que a cópia de uma cópia fica pior do que o original. Uma ferramenta que diz acrescentar uma marca de água sem recodificar está a acrescentar uma sobreposição à parte, que os leitores podem esconder e qualquer pessoa pode retirar. Uma marca de água incrustada na imagem implica sempre mais uma codificação, por isso o objetivo é que essa codificação seja boa.

É também por isso que o tamanho da marca de água quase não conta para a qualidade. Um logótipo pequeno e um grande custam a mesma codificação; o que conta são as definições e o ficheiro de partida.

Comece pelo melhor ficheiro que tiver

A qualidade que já se perdeu não volta. Use o ficheiro original da câmara ou do telemóvel, ou a exportação de alta qualidade do seu editor, e nunca uma cópia transferida de uma rede social ou enviada por uma app de mensagens, porque ambas são muito comprimidas.

Se edita num editor de vídeo, exporte a versão final em H.264 ou H.265 com uma taxa de bits alta, porque formatos de edição como o ProRes não abrem aqui. Se já está a exportar de um editor, pôr o logótipo aí poupa uma codificação inteira; um passo à parte para a marca de água faz mais sentido quando parte de ficheiros já acabados.

Veja o que tem antes de começar. Um ficheiro que vem diretamente de um telemóvel ou de uma câmara costuma ser muito maior por minuto do que o mesmo vídeo guardado a partir de uma rede social, e o tamanho do ficheiro é um sinal aproximado, mas útil, de quanto pormenor resta.

Mantenha o tamanho original

Reduzir um vídeo perde pormenor de vez, por isso deixe o tamanho em «Original», a não ser que precise de um ficheiro mais pequeno. As plataformas fazem as suas próprias versões reduzidas a partir do que carrega, e têm mais com que trabalhar quando lhes dá o tamanho completo.

Reduzir faz sentido em alguns casos: um vídeo 4K que só vai publicar numa app pensada para telemóvel, ou um lote que tem de caber num email ou numa pasta partilhada. Nesses casos, 1080p é um mínimo sensato, e 720p fica para pré-visualizações e partilhas rápidas.

Nunca aumente um vídeo para o melhorar. Ampliar acrescenta píxeis, mas não pormenor, e torna o ficheiro maior sem ganho nenhum.

Escolha «Standard» para ter a máxima qualidade

No Watermark Ready, «Standard» codifica em H.264 no tamanho original, com definições de alta qualidade. O H.264 reproduz-se em todo o lado, por isso é a escolha segura para uma cópia principal ou para tudo o que vai carregar.

«Smaller file» (Ficheiro mais pequeno) usa H.265 (HEVC) quando o seu browser o consegue codificar, ou H.264 se não conseguir, e limita o tamanho a 1080p. O H.265 precisa de menos bits do que o H.264 para uma imagem semelhante, por isso os ficheiros saem bastante mais pequenos, mas esta opção abdica de algum pormenor em comparação com «Standard», e alguns dispositivos mais antigos não reproduzem H.265.

Se o seu browser não consegue codificar H.265, «Smaller file» usa H.264 até 1080p. O ficheiro fica mais leve graças ao limite de tamanho e a definições mais leves, só que sem a poupança extra do H.265.

Para uma cópia que vai guardar ou entregar a um cliente, use «Standard» no tamanho «Original». Deixe «Smaller file» para partilhar e arquivar.

Evite acumular gerações

As maiores perdas de qualidade vêm das codificações repetidas, e não da marca de água em si. Exporte uma vez a partir do seu melhor ficheiro, carregue essa exportação e não ponha marca de água numa cópia que já tem marca ou que foi transferida de algum sítio.

Guarde o original limpo. Se mais tarde quiser outra marca, ou uma versão sem marca, volte a ele, em vez de trabalhar a partir da cópia com marca de água. A marca faz parte de cada fotograma da cópia e não pode ser retirada.

O mesmo vale para editar depois de colocar a marca de água. Cortar ou corrigir a cor de uma cópia com marca noutra app implica mais uma codificação, por isso faça isso primeiro e ponha a marca de água no fim.

O que muda, faça o que fizer

Algumas coisas mudam em qualquer exportação com a marca incrustada. As imagens HDR passam a gama dinâmica padrão, por isso os realces mais brilhantes parecem menos intensos do que num ecrã HDR. O som é copiado tal como está quando o MP4 o suporta, e recodificado quando não suporta. A taxa de fotogramas e a duração ficam exatamente como estavam.

O seu dispositivo também impõe limites. Para vídeo, precisa de uma versão recente do Chrome, Edge, Safari ou Firefox, e os ficheiros longos ou em 4K correm melhor num computador do que num telemóvel, que tem menos memória. O vídeo é processado no seu dispositivo e nunca é enviado para nenhum servidor.

Se um vídeo longo falhar no telemóvel, experimente-o num computador antes de baixar qualquer definição. Muitas vezes, a memória extra é tudo o que é preciso, e mantém a qualidade máxima.

Confirme o resultado

Compare a cópia com o original em tamanho real, começando pelas cenas que mais denunciam os problemas. Os degradês suaves, como céus e paredes, mostram faixas; o movimento rápido e as texturas finas, como água, folhas ou confetti, mostram blocos; e as cenas escuras mostram sombras manchadas.

Se vir algum destes problemas com «Standard» no tamanho «Original», é provável que a origem já estivesse muito comprimida. Volte a uma origem melhor, se a tiver. Se não, a cópia está tão boa quanto esse ficheiro permite.

Ouça a cópia, além de a ver. O som num formato que o MP4 não suporta é recodificado, por isso confirme um excerto calmo e um ruidoso nos vídeos de câmaras ou gravadores pouco comuns.

Faça pausa numa cena com movimento rápido, em vez de avaliar à velocidade normal. Os problemas difíceis de ver em movimento aparecem claramente num fotograma parado.

Perguntas

É possível pôr uma marca de água num vídeo sem o recodificar?

Não, se a marca fizer parte da imagem. Sem recodificar, uma marca só pode ser uma sobreposição à parte, que os leitores podem esconder e qualquer pessoa pode retirar.

O H.265 tem melhor qualidade do que o H.264?

Com o mesmo tamanho de ficheiro, o H.265 costuma ter melhor aspeto, ou o mesmo aspeto num tamanho menor. O H.264 reproduz-se em mais dispositivos, e é por isso que «Standard» o usa.

Porque é que o meu vídeo com marca de água fica pior depois de o publicar?

As redes sociais voltam a comprimir tudo o que é carregado. Carregue uma exportação de alta qualidade, e não uma cópia que já foi comprimida, e a versão da plataforma fica com o melhor aspeto possível.

Posso escolher a taxa de bits?

Não diretamente. «Standard» usa definições de alta qualidade no tamanho original e «Smaller file» usa definições mais leves até 1080p, por isso escolhe entre as duas.

Porque é que o meu ficheiro com marca de água é maior do que o original?

«Standard» mantém o tamanho original e usa definições de alta qualidade, o que pode dar um ficheiro maior do que uma origem muito comprimida. Use «Smaller file» se o tamanho do ficheiro importar mais do que o pormenor.